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  • INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

    Inteligência artificial (IA) se refere amplamente a qualquer comportamento semelhante ao do humano apresentado por uma máquina ou sistema. Na forma mais básica da IA, os computadores são programados para “imitar” o comportamento humano usando dados extensivos de exemplos anteriores de comportamento similar. Eles podem variar desde reconhecer diferenças entre um gato e um pássaro até realizar atividades complexas em uma fábrica. Saiba mais sobre inteligência artificial Quando falamos de deep learning, pensamento estratégico ou outros tipos de IA, a base do uso são situações que exigem respostas velozes. Com a IA, as máquinas podem trabalhar de forma eficaz e analisar grandes quantidades de dados em um piscar de olhos, resolvendo problemas por meio de aprendizado supervisionado, não supervisionado e reforçado. O início da IA Embora suas primeiras formas permitissem que computadores jogassem xadrez com humanos, por exemplo, a IA agora faz parte das nossas vidas diárias. Temos soluções de IA para controle de qualidade, análise de vídeo, conversão de fala em texto (processamento de linguagem natural) e condução autônoma, além de soluções na área de saúde, manufatura, serviços financeiros e entretenimento. Soluções, produtos ou serviços relacionados da HPEIA e Serviços de transformação de dados Soluções de IA Ferramenta poderosa para empresas e organizações A inteligência artificial pode ser uma ferramenta muito poderosa tanto para grandes corporações que geram dados significativos quanto para organizações pequenas que precisam processar chamadas com clientes de forma mais eficaz. A IA pode otimizar processos de negócios, concluir tarefas mais rapidamente, eliminar erros humanos e muito mais. IA na borda A HPE está sendo pioneira em uma nova fronteira da IA utilizando dados e ganhando insights na borda. Potencializamos o sucesso com IA analítica em tempo real para automação, previsão e controle, ajudando você a se beneficiar do valor dos seus dados mais rapidamente e aproveitar oportunidades ilimitadas de inovação, crescimento e êxito. Uma breve história da inteligência artificial Antes de 1949, os computadores conseguiam executar comandos, mas não conseguiam lembrar o que haviam feito, porque não eram capazes de armazenar esses comandos. Em 1950, Alan Turing discutiu como criar máquinas inteligentes e testar essa inteligência em seu estudo “Máquinas computacionais e inteligência”. Cinco anos depois, o primeiro programa de IA foi apresentado no Projeto de Pesquisa de Verão do Dartmouth sobre inteligência artificial (DSPRAI). Esse evento catalisou a pesquisa de IA por algumas décadas seguintes. Os computadores ficaram mais rápidos, baratos e acessíveis entre 1957 e 1974. Os algoritmos de machine learning melhoraram e, em 1970, um dos realizadores do DSPRAI disse à revista Life que haveria uma máquina com a inteligência geral de um ser humano médio em três a oito anos. Apesar do sucesso, a incapacidade dos computadores de armazenar de forma eficiente e processar informações rapidamente gerou obstáculos na busca pela inteligência artificial pelos dez anos seguintes. A IA ressurgiu na década de 1980 com a expansão do kit de ferramentas de algoritmos e fundos mais dedicados. John Hopefield e David Rumelhart apresentaram as técnicas de “deep learning” que permitiram que os computadores aprendessem com experiência. Edward Feigenbaum apresentou os “sistemas especialistas” que simulavam a tomada de decisões humana. Apesar da falta de financiamento governamental e publicidade, a IA prosperou e muitos marcos importantes foram alcançados nas duas décadas seguintes. Em 1997, o então atual campeão mundial e grande mestre de xadrez Gary Kasparov foi derrotado pelo Deep Blue da IBM, um programa de computador que joga xadrez. No mesmo ano, o software de reconhecimento de fala desenvolvido pela Dragon Systems foi implementado no Windows. Cynthia Breazeal também desenvolveu o Kismet, um robô que conseguia reconhecer e demonstrar emoções. Em 2016, o programa AlphaGo do Google derrotou o mestre Lee Se-dol em Go e, em 2017, Libratus, um supercomputador jogador de pôquer derrotou os melhores jogadores humanos. Tipos de inteligência artificial A inteligência artificial é classificada em duas categorias principais: IA baseada em funcionalidade e IA baseada em recursos. Baseada em funcionalidade Máquina reativa – Essa IA não tem poder de memória nem capacidade de aprender com ações anteriores. O Deep Blue da IBM está nessa categoria. Teoria limitada – Com a adição de memória, essa IA usa informações anteriores para tomar melhores decisões. Aplicativos comuns, como de localização de GPS, encaixam-se nessa categoria. Teoria da mente – Essa IA ainda está sendo desenvolvida com o objetivo de ter uma compreensão bastante profunda das mentes humanas. IA autoconsciente – Essa IA, que consegue entender e evocar emoções humanas, além de ter suas próprias, é ainda apenas hipotética. Baseada em recursos Inteligência artificial estreita (ANI) – Um sistema que realiza tarefas programadas estreitamente definidas. Essa IA tem uma combinação de memória reativa e limitada. A maioria dos aplicativos de IA atuais estão nessa categoria. Inteligência artificial geral (AGI) – Essa IA é capaz de treinar, aprender, entender e agir como um humano. Superinteligência artificial (ASI) – Essa IA realiza tarefas melhor do que os humanos devido ao seu processamento de dados, memória e recursos de tomada de decisões superiores. Não há atualmente nenhum exemplo do mundo real. A relação entre inteligência artificial, machine learning e deep learning A inteligência artificial é um ramo da ciência da computação que busca simular a inteligência humana em uma máquina. Os sistemas de IA são regidos por algoritmos usando técnicas como machine learning e deep learning para demonstrar comportamento “inteligente”. Machine Learning Um computador “aprende” quando o software é capaz de prever e reagir com sucesso ao desdobramento de cenários com base em resultados anteriores. O machine learning é o processo pelo qual os computadores desenvolvem o reconhecimento de padrões ou a capacidade de aprender continuamente ou fazer previsões com base em dados, e podem fazer ajustes sem serem especificamente programados para isso. Uma forma de inteligência artificial, o machine learning automatiza com eficiência o processo de construção de modelos analíticos e permite que as máquinas se adaptem a novos cenários de forma independente. As quatro etapas de construção de um modelo de machine learning são: 1. Selecionar e preparar um conjunto de dados de treinamento necessário para resolver o problema. Esses dados podem ser rotulados ou não rotulados. 2. Escolher um algoritmo a ser executado nos dados de treinamento. Se os dados forem rotulados, o algoritmo pode ser baseado em regressão, árvores de decisão ou instâncias. Se os dados não forem rotulados, o algoritmo pode ser um algoritmo de cluster, um algoritmo de associação ou uma rede neural. 3. Treinar o algoritmo para criar o modelo. 4. Use e melhore o modelo. Existem três métodos de machine learning: o aprendizado “supervisionado” trabalha com dados rotulados e requer menos treinamento. O aprendizado “não supervisionado” é usado para classificar dados não rotulados identificando padrões e relações. O aprendizado “semissupervisionado” usa um pequeno conjunto de dados rotulados para guiar a classificação de um conjunto de dados não rotulados maior. Deep Learning O deep learning é um subconjunto do machine learning que demonstrou ter desempenho significativamente superior ao de alguns métodos tradicionais de machine learning. O deep learning utiliza uma combinação de redes neurais artificiais de várias camadas e treinamentos com uso intenso de dados e de computação, inspirados na mais recente compreensão do comportamento do cérebro humano. Essa abordagem tornou-se tão eficaz que até começou a ultrapassar as habilidades humanas em várias áreas, como reconhecimento de imagem e voz e processamento de linguagem natural. Os modelos de deep learning processam grandes quantidades de dados e são geralmente não supervisionados ou semissupervisionados. Transformando dados em eficiência e borda competitiva com aplicativos de IA modernos Após séculos de teorias, décadas de pesquisas e anos de publicidade, a inteligência artificial finalmente começou a gerar efeitos nas empresas, onde está preparada para se tornar um recurso predominante. Em uma pesquisa de indústria recente, 50% dos participantes disseram que implementaram uma iniciativa de IA, têm uma em estágio de validação do conceito ou pretendem ter até o próximo ano.1 Por que o ritmo da IA empresarial está acelerando Os recentes avanços em algoritmos, a proliferação de conjuntos de dados digitais e as melhorias na computação, tanto no aumento do poder de processamento como na diminuição de preço, foram reunidos para dar início a uma nova geração de tecnologia de IA já preparada para as empresas. Praticamente todas as organizações têm uma montanha de ativos de dados em constante crescimento e a IA proporciona o meio para analisar esses recursos em escala. A IA também está preparada para se tornar um item de primeira necessidade empresarial como pilar no processo de transformação digital. A IA é uma tecnologia de uso preeminente que pode otimizar a eficiência e os insights para praticamente qualquer processo de negócios, desde operações de atendimento ao cliente e sistemas físicos e de cibersegurança até funções de P&D e processos de análise de negócios. Aplicativos modernos para IA A IA tem a capacidade única de extrair significado dos dados quando você consegue definir qual deve ser a resposta, mas não sabe como chegar lá. A IA é capaz de ampliar os recursos humanos e transformar dados com crescimento exponencial em insights, ações e valor. Atualmente, a IA é usada em diversos aplicativos nas indústrias, que incluem saúde, manufatura e governo. Veja alguns casos de uso específicos: A manutenção prescritiva e o controle de qualidade melhoram a produção, a manufatura e o varejo através de uma estrutura aberta para TI/OT. Soluções integradas recomendam as melhores decisões de manutenção, automatizam ações e melhoram processos de controle de qualidade implementando técnicas de visão de computador baseadas na IA empresarial. O processamento de fala e linguagem transforma dados de áudio não estruturados em insights e inteligência. Ele automatiza a compreensão de linguagens faladas e escritas com máquinas, usando processamento de linguagem natural, análise de transcrição, pesquisa biométrica ou monitoramento de chamadas em tempo real. A análise e vigilância de vídeo analisam vídeos automaticamente para detectar eventos, revelar identidade, ambiente e pessoas e obter insights operacionais. Elas usam sistemas de análise de vídeo da borda ao núcleo para uma ampla variedade de cargas de trabalho e condições operacionais. A condução altamente autônoma foi construída com base em uma plataforma de ingestão de dados de expansão horizontal para criar uma solução ideal de condução altamente autônoma, que é ajustada de acordo com serviços de código aberto, machine learning e redes neurais de deep learning. O valor de encontrar o parceiro de IA certo Uma parte crucial do mapeamento da jornada da IA empresarial é encontrar um parceiro que entenda o estágio atual da organização na jornada de IA e que pode ajudar a traçar o caminho à frente para atingir objetivos de prazos curtos e mais longos. Trabalhar com o parceiro certo pode ajudar a revelar o valor dos dados para toda a empresa com o intuito de capacitar a transformação e o crescimento dos negócios. Procure um parceiro que possa oferecer: Soluções completas para reduzir a complexidade e apoiar a integração com infraestrutura existente Advisory and Professional Services Opções no local, de nuvem e híbrida que considerem a localização da equipe, as necessidades de acesso, a segurança e as restrições nos custos Sistemas que podem ser dimensionados de acordo com as necessidades atuais e futuras Um ecossistema de parceiros capacitado com soluções específicas do setor A HPE AI entrega insights sob demanda em qualquer escala Transformar os negócios exige IA de análise em tempo real para controles proativos, manutenção preditiva, processos autônomos e insights transformadores. Com a IA na Intelligent Edge, as empresas podem gerar valor com base em dados mais rapidamente e ganhar oportunidades ilimitadas de inovação e crescimento. A HPE faz parceria com organizações para captar todo o poder dos dados na nova fronteira da IA, aproveitando os insights na borda quando, onde e como for preciso. Por que a HPE para IA? Com a HPE como parceira de IA, os clientes podem aproveitar: Liderança e inovação em tecnologia de IA As soluções baseadas em resultados da HPE foram criadas para a IA e projetadas com especialização para a Intelligent Edge. Ampla gama de hardware e software HPE Portfólio do software HPE Ezmeral para orquestração de contêiner, gerenciamento de dados e malha de dados Especialização em IA Os modelos de serviço e implantação criados com base em conhecimento profundo e experiência comprovada incluem: Serviços operacionais e de consultoria HPE Pointnext Opções da HPE Financial Services Modelos de implantação e consumo HPE GreenLake Workshop de transformação de IoT HPE para você começar a usar a IA na jornada da borda Vantagem competitiva de IA Os pontos fortes da HPE trabalham em favor da vantagem comercial dos nossos clientes, entregando: Vida na borda com poder de análise em tempo real para automação, previsão e controle Borda em ação para criar novo valor, oportunidades de negócios, modelos e experiências para clientes Parceria em tecnologia operacional (OT) e TI que acelera o tempo de consulta a insights com mais eficiência A IA HPE abrange diversos setores A IA HPE ajuda empresas de todos os setores a liberar insights de borda com tecnologias desenvolvidas para propósito específico. As organizações estão viabilizando a IA na borda para ganhar conectividade, autonomia, gerenciamento de dados de alto volume e eventos sensíveis ao tempo. Desde clínicas até laboratórios e armazéns até empresas, os casos de uso incluem processamento de linguagem natural (NLP), análise de vídeo, garantia de qualidade (QA), vigilância e segurança, além de sentimento do cliente. As organizações do setor de saúde e ciências da vida usam a IA HPE para liberar insights médicos e entregar novos níveis de cuidado na borda. Os casos de uso variam de monitoramento de saúde vestível e serviço de saúde personalizado até medicamentos e saúde conectada. A IA na borda também é usada no aprendizado de enxame para descoberta distribuída e em outros aplicativos de condução de pesquisas médicas e inovações científicas. Na manufatura, a IA HPE ajuda a aumentar a produtividade e a eficácia geral dos equipamentos (OEE) na borda. Os casos de uso incluem operações inteligentes, análise preditiva de ativos e processos da cadeia de suprimentos e simulações com IA.

  • BIG DATA

    A definição de big data são dados com maior variedade que chegam em volumes crescentes e com velocidade cada vez maior. Isso também é conhecido como os três Vs. Simplificando, big data é um conjunto de dados maior e mais complexo, especialmente de novas fontes de dados. Esses conjuntos de dados são tão volumosos que o software tradicional de processamento de dados simplesmente não consegue gerenciá-los. No entanto, esses grandes volumes de dados podem ser usados para resolver problemas de negócios que você não conseguiria resolver antes. Os três Vs do big data Volume A quantidade de dados importa. Com o big data, você terá que processar grandes volumes de dados não estruturados de baixa densidade. Podem ser dados de valor desconhecido, como feeds de dados do Twitter, fluxos de cliques em uma página web ou em um aplicativo para dispositivos móveis, ou ainda um equipamento habilitado para sensores. Para algumas empresas, isso pode utilizar dezenas de terabytes de dados. Para outras, podem ser centenas de petabytes. Velocidade Velocidade é a taxa mais rápida na qual os dados são recebidos e talvez administrados. Normalmente, a velocidade mais alta dos dados é transmitida diretamente para a memória, em vez de ser gravada no disco. Alguns produtos inteligentes habilitados para internet operam em tempo real ou quase em tempo real e exigem avaliação e ação em tempo real. Variedade Variedade refere-se aos vários tipos de dados disponíveis. Tipos de dados tradicionais foram estruturados e se adequam perfeitamente a um banco de dados relacional. Com o aumento de big data, os dados vêm em novos tipos de dados não estruturados. Tipos de dados não estruturados e semiestruturados, como texto, áudio e vídeo, exigem um pré-processamento adicional para obter significado e dar suporte a metadados. O valor - e a veracidade - do big data Mais dois Vs surgiram nos últimos anos: valor e veracidade. Dados possuem valor intrínseco. Mas isso é inútil até que esse valor seja descoberto. Igualmente importante: Qual a veracidade dos seus dados — e quanto você podem confiar neles? Atualmente, o big data se tornou essencial. Pense em algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. Uma grande parte do valor que eles oferecem vem de seus dados, que eles analisam constantemente para produzir mais eficiência e desenvolver novos produtos. Recentes avanços tecnológicos reduziram exponencialmente o custo de armazenamento e computação de dados, tornando mais fácil e menos dispendioso armazenar mais dados do que nunca. Agora, com um volume de big data maior, mais barato e mais acessível, você pode tomar decisões de negócios mais precisas. Encontrar valor em big data não é só uma questão de analisá-lo (o que é um outro benefício). É um processo de descoberta completo que exige analistas perspicazes, usuários de negócios e executivos que fazem as perguntas certas, reconhecem padrões, fazem suposições informadas e preveem comportamentos. Mas como chegamos até aqui? A história do big data Embora o conceito de big data em si seja relativamente novo, as origens de grandes conjuntos de dados remontam às décadas de 1960 e 1970, quando o mundo dos dados estava apenas começando, com os primeiros data centers e o desenvolvimento do banco de dados relacional. Por volta de 2005, as pessoas começaram a perceber a quantidade de usuários de dados gerados pelo Facebook, YouTube e outros serviços online. O Hadoop (uma estrutura de código aberto criada especificamente para armazenar e analisar grandes conjuntos de dados) foi desenvolvido no mesmo ano. O NoSQL também começou a ganhar popularidade durante esse período. O desenvolvimento de estruturas de código aberto, como o Hadoop, (e, mais recentemente, o Spark) foi essencial para o crescimento do big data, porque elas tornaram o trabalho com big data mais fácil e seu armazenamento mais barato. Nos anos seguintes, o volume de big data disparou. Usuários ainda estão gerando grandes quantidades de dados, mas não são somente humanos que estão fazendo isso. Com o advento da Internet das Coisas (IoT), mais objetos e dispositivos estão conectados à internet, reunindo dados sobre padrões de uso do cliente e desempenho do produto. O surgimento do machine learning produziu ainda mais dados. Apesar da evolução do big data, sua utilidade ainda está no começo. A computação em nuvem expandiu ainda mais as possibilidades do big data. A nuvem oferece uma escalabilidade verdadeiramente elástica, na qual os desenvolvedores podem simplesmente criar clusters ad hoc para testar um subconjunto de dados. E bancos de dados de grafos estão se tornando cada vez mais importantes também, com sua capacidade de exibir grandes quantidades de dados de uma forma que torna a análise rápida e abrangente. Benefícios do big data: Com o big data, você obtém respostas mais completas, porque tem mais informações. Respostas mais completas significam mais confiança nos dados, ou seja, uma abordagem completamente diferente para lidar com problemas. Casos de uso de big data O big data pode ajudar você a lidar com diversas atividades de negócios, desde a experiência do cliente até a análise avançada. Aqui estão algumas. Desenvolvimento de produtos Empresas como Netflix e Procter & Gamble usam big data para antecipar a demanda dos clientes. Eles criam modelos preditivos para novos produtos e serviços, classificando os principais atributos de produtos ou serviços passados e atuais e modelando a relação entre esses atributos e o sucesso comercial das ofertas. Além disso, a P&G utiliza dados e análises de grupos de foco, mídias sociais, mercados de teste e lançamentos antecipados de lojas para planejar, produzir e lançar novos produtos. Manutenção preditiva Fatores que podem prever falhas mecânicas podem estar profundamente relacionados a dados estruturados, como o ano, a marca e o modelo do equipamento, bem como em dados não estruturados que abrangem milhões de entradas de log, dados de sensores, mensagens de erro e temperatura do motor. Ao analisar essas indicações de possíveis problemas antes que eles ocorram, as empresas podem implementar a manutenção de maneira mais econômica e maximizar o tempo de atividade de peças e equipamentos. Experiência do cliente A corrida para alcançar os clientes já começou. Uma visão mais clara da experiência do cliente nunca foi tão possível como agora. O big data permite que você reúna dados de mídias sociais, visitas da web, registros de chamadas e outras fontes para aprimorar a experiência de interação e maximizar o valor fornecido. Comece a oferecer ofertas personalizadas, reduza a rotatividade de clientes e lide com problemas proativamente. Fraude e conformidade Quando se trata de segurança, você não está lidando apenas com alguns hackers mal-intencionados, e sim com equipes de especialistas na área. Os cenários de segurança e requisitos de conformidade estão evoluindo constantemente. Big data ajuda você a identificar padrões em dados que indicam fraudes e agregar grandes volumes de informações para tornar os relatórios regulamentares muito mais rápidos. Machine learning O machine learning é um dos assuntos mais comentados do momento. E dados, especificamente big data, é um dos motivos. Agora, somos capazes de ensinar máquinas em vez de programá-las. A disponibilidade de big data para treinar modelos de machine learning permite que isso seja uma realidade. Eficiência operacional A eficiência operacional nem sempre é notícia, mas é uma área em que o big data está tendo o maior impacto. Com big data, você pode analisar e avaliar a produção, feedbacks e retornos de clientes e outros fatores para reduzir interrupções e antecipar demandas futuras. Big data também pode ser usado para melhorar a tomada de decisões de acordo com a demanda atual do mercado. Promova a inovação O big data pode ajudar você a inovar, estudando interdependências entre seres humanos, instituições, entidades e processos e, em seguida, determinando novas maneiras de usar esses insights. Use informações de dados para aprimorar as decisões sobre considerações financeiras e de planejamento. Examine as tendências e o que os clientes desejam para oferecer novos produtos e serviços. Implemente um sistema de preços dinâmico. Há infinitas possibilidades. Desafios do big data Embora o big data seja uma grande promessa, ele também traz seus desafios. Para começar, o big data é… grande. Apesar de novas tecnologias terem sido desenvolvidas para o armazenamento de dados, os volumes de dados estão dobrando em tamanho a cada dois anos. As empresas ainda se esforçam para acompanhar a evolução de seus dados e encontrar maneiras de armazená-los com eficiência. Mas armazenar os dados não é o suficiente. Eles devem ser usados para serem úteis, e isso depende da curadoria. Dados limpos ou relevantes para o cliente e organizados de maneira que permita uma análise significativa exigem muito trabalho. Cientistas de dados gastam de 50 a 80 por cento de seu tempo curando e preparando dados antes de serem usados. Por fim, a tecnologia de big data está mudando em ritmo acelerado. Há alguns anos, o Apache Hadoop era a tecnologia popular usada para lidar com big data. Em seguida, o Apache Spark foi introduzido em 2014. Hoje, uma combinação das duas estruturas parece ser a melhor abordagem. Manter-se atualizado com a tecnologia de big data é um desafio contínuo. Descubra mais recursos de big data: Como o big data funciona O big data fornece novas informações que abrem novas oportunidades e modelos de negócios. Os primeiros passos envolvem três ações principais: 1. Integrar O big data reúne dados de diversas fontes e aplicativos diferentes. Mecanismos tradicionais de integração de dados, como extrair, transformar e carregar (ETL), geralmente não estão aptos à tarefa. Isso requer novas estratégias e tecnologias para analisar conjuntos de big data em terabytes ou até mesmo em escala de petabytes. Durante a integração, você precisa inserir os dados, processá-los e verificar se estão formatados e disponíveis de forma que seus analistas de negócios possam começar a utilizá-los. 2. Gerenciar Big data exige armazenamento. Sua solução de armazenamento pode estar na nuvem, no local ou em ambos. Você pode armazenar seus dados da forma que desejar e trazer os requisitos de processamento desejados e os mecanismos de processo necessários para esses conjuntos de dados sob demanda. Muitas pessoas escolhem a solução de armazenamento de acordo com a localização atual dos dados. A nuvem está gradualmente ganhando popularidade porque é compatível com as suas necessidades atuais de computação e permite que você crie recursos conforme necessário. 3. Analisar Seu investimento em big data é compensado quando você analisa seus dados e age com base neles. Obtenha mais clareza com uma análise visual dos seus conjuntos de dados variados. Explore ainda mais os dados para fazer novas descobertas. Compartilhe suas descobertas com os outros. Crie modelos de dados com machine learning e inteligência artificial. Faça seus dados funcionarem. Boas práticas de big data Para ajudar em sua jornada de big data, incluímos algumas recomendações importantes que você precisa ter em mente. Aqui estão nossas diretrizes para criar uma base de big data bem-sucedida. Alinhar big data com objetivos de negócios específicos Conjuntos de dados mais extensos permitem que você faça novas descobertas. Para esse fim, é importante basear novos investimentos em habilidades, organização ou infraestrutura com um forte contexto de negócios para garantir investimentos e financiamento contínuos de projetos. Para determinar se você está no caminho certo, pergunte como big data oferece suporte e habilita seus principais negócios e prioridades de TI. Exemplos incluem a compreensão de como filtrar registros da web para entender o comportamento do comércio eletrônico, derivar sentimentos das mídias sociais e interações de suporte ao cliente e compreender os métodos estatísticos de correlação e sua relevância para dados de clientes, produtos, manufatura e engenharia. Diminuir a escassez de habilidades com padrões e governança Um dos maiores obstáculos para que você aproveite seus investimentos em big data é a escassez de habilidades. Você pode atenuar esse risco ao garantir que as tecnologias, considerações e decisões de big data sejam adicionadas ao seu programa de governança de TI. A padronização da sua abordagem permitirá gerenciar custos e alavancar recursos. As empresas que implementam soluções e estratégias de big data devem avaliar seus requisitos de habilidades com antecedência e frequência, identificando proativamente quaisquer ausências de habilidades. Essas podem ser solucionadas por meio de treinamento cruzado de recursos existentes, contratação de novos recursos e aproveitamento de empresas de consultoria. Otimizar a transferência de conhecimento com um centro de excelência Use uma abordagem de centro de excelência para compartilhar conhecimentos, controlar a supervisão e gerenciar as comunicações do projeto. Se o big data é um investimento novo ou em expansão, os custos flexíveis e difíceis podem ser compartilhados em toda a empresa. Aproveitar essa abordagem pode ajudar a aumentar os recursos de big data e a maturidade geral da Information Architecture de uma maneira mais estruturada e sistemática. O melhor retorno é alinhar dados estruturados com não estruturados É importante analisar o big data sozinho. Mas você pode trazer ainda mais informações de negócios conectando e integrando big data de baixa densidade aos dados estruturados que você já estiver usando hoje. Quer você esteja capturando clientes, produtos, equipamentos ou big data ambiental, o objetivo será adicionar mais pontos de dados relevantes aos seus resumos analíticos e principais, obtendo melhores conclusões. Por exemplo, há uma diferença em distinguir o sentimento de todos os clientes daquele apenas dos seus melhores clientes. É por isso que muitos veem big data como uma extensão integral de seus recursos existentes de business intelligence, plataforma de data warehousing e arquitetura de informações. Lembre-se de que os processos e modelos analíticos de big data podem ser baseados em humanos e em máquinas. Os recursos analíticos de big data incluem estatísticas, análise espacial, semântica, descoberta interativa e visualização. Usando modelos analíticos, você pode correlacionar diferentes tipos e fontes de dados para fazer associações e descobertas significativas. Planejar seu laboratório de descoberta para desempenho Descobrir o significado em seus dados nem sempre é simples. Às vezes, nem sabemos o que estamos procurando. Isso é esperado. A gerência e a TI precisam dar suporte a essa "falta de direção" ou "falta de requisitos claros". Ao mesmo tempo, é importante que os analistas e cientistas de dados trabalhem em estreita colaboração com a empresa para entender as principais lacunas e requisitos de conhecimentos de negócios. Para acomodar a exploração interativa de dados e a experimentação de algoritmos estatísticos, você precisa de áreas de trabalho de alto desempenho. Certifique-se de que os ambientes de área restrita tenham o suporte necessário e sejam devidamente controlados. Alinhar-se ao modelo operacional da nuvem Processos e usuários de big data exigem acesso a uma ampla variedade de recursos para experimentação iterativa e execução de tarefas de produção. Uma solução de big data inclui todos os domínios de dados, incluindo transações, dados mestre, dados de referência e dados resumidos. Áreas restritas analíticas devem ser criadas sob demanda. O gerenciamento de recursos é essencial para garantir o controle de todo o fluxo de dados, incluindo pré e pós-processamento, integração, resumo no banco de dados e modelagem analítica. Uma estratégia de segurança e provisionamento de nuvem pública e privada bem-planejada desempenha um papel fundamental no suporte a esses requisitos em constante mudança.

  • VISTORIA DIGITAL

    No processo de locação ou venda a vistoria do imóvel é um dos passos mais importantes para que o negócio seja fechado de forma eficiente e seguro, tanto para o cliente quanto para a imobiliária. É nela que todas as informações relacionadas ao estado de conservação do local são listadas, formando um documento legal. Se antes, esse processo todo levava dias inacabáveis e processos longos que envolviam papeis e arquivos, hoje a tecnologia veio para otimizar e enterrar de vez esses processos burocráticos. Essa transformação digital no mercado imobiliário veio para ficar ainda mais no período pós-pandemia. Uma pesquisa realizada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), mostrou que o uso da internet no Brasil cresceu entre 40% e 50% durante a pandemia. Diante disso, as empresas se viram obrigadas a acelerar sua adaptação ao contexto da transformação digital. O setor imobiliário, que já vinha nessa transformação, entendeu que todo esse movimento era extremamente necessário. Mais do que isso, percebeu que a necessidade não era apenas no funil de vendas. Já que boa parte da geração de leads se dá pela internet, seja pelos portais imobiliários, por um site próprio ou pelas redes sociais. Era necessário seguir com a otimização e agilidade em outros processos mais burocráticos. Aqui estamos falando de softwares que conversam entre dispositivos e que agilizam o trabalho do vistoriador e da imobiliária. Se antes o processo de vistoria levava um tempão, agora com as novas ferramentas tecnológicas a vistoria de imóvel passou a ser um processo possível de ser otimizado e resolvido por muito menos tempo! Se antes um vistoriador conseguia fazer um processo por dia, hoje ele consegue fazer muito mais! Isso apenas com um aplicativo de vistoria de imóveis que dá agilidade e ainda te ajuda a evitar erros! Com o aplicativo, que pode ser usado em um simples smartphone, a imobiliária ganha tempo e não perde detalhes que antes poderiam ser ignorados em uma vistoria. No mercado há diversos aplicativos, com eles a vistoria de imóveis é feita de modo inteligente, com redução de custo e maior detalhamento. Além de agilizar os processos já que emitem relatórios construídos a partir de imagens em 360º com detalhamentos geoposicionados. Vistoria Imobiliária A utilização do aplicativo é muito fácil e simples, basta o usuário fazer a captura do ambiente em 360º e/ou acrescentar itens e detalhamentos à vistoria, usando a câmera do celular para incluir novas imagens dos detalhes. Uma vez concluída a vistoria, basta sincronizar com a plataforma para gerar o link para a vistoria online e enviar para clientes e locatários fazerem o aceite da vistoria, ou contestarem. Os aplicativos ainda possibilitam a inclusão de adendos, novos detalhamentos ou fotos de maneira simples e rápida pelo próprio aplicativo. Além de simples e ágil, por meio do aplicativo você tem um processo simplificado e com segurança jurídica.

  • TELEMEDICINA

    O que é telemedicina e como funciona? A tecnologia está trazendo mudanças para diversos segmentos do mercado. Sendo assim, cada área está melhorando os seus resultados utilizando processos inovadores. Quando o assunto é saúde, um exemplo de inovação adotada é a telemedicina. Telemedicina é como são chamados os atendimentos médicos a distância. Nesse sentido, essa prática está sendo cada vez mais utilizada, ganhando espaço no Brasil e no mundo. Na verdade, a pandemia de Covid-19 tornou a telemedicina indispensável na rotina de profissionais da saúde, clínicas e hospitais. Quer saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura e descubra o que é telemedicina, como ela funciona e quais são as principais vantagens dessa prática. O que é telemedicina? A telemedicina é um recurso tecnológico, que tem como objetivo melhorar o atendimento médico. Nesse sentido, ela facilita a troca de informações entre profissionais e especialistas, otimizando diagnósticos e tratamentos. Por exemplo, clínicas e hospitais podem contar com profissionais especialistas de diversas áreas a partir da internet. Dessa forma, é possível compartilhar laudos, diagnósticos e exames de forma segura e rápida. Sendo assim, a telemedicina pode levar serviços clínicos para qualquer lugar do país. Isso aumenta o alcance dos atendimentos, quebrando as barreiras entre hospitais e clínicas, e ajuda para que os médicos tomem decisões mais precisas. O acesso à internet é fundamental para realizar tele consultas. Em geral, as informações do paciente são gerenciadas pelo computador, mas isso não impede de acessá-los via celular smartphone, tablets e outros dispositivos. Quando surgiu a telemedicina no Brasil? A partir de 1910, a invenção do estetoscópio eletrônico pelo cientista inglês Sidney George Brown permitiu que, por meio de amplificadores, receptores e repetidores, conseguissem transmitir sinais por até 50 milhas. Surgia aí os primeiros passos rumo a telemedicina, que seria aprimorada a partir do século XIX com a invenção do telégrafo e da telegrafia. Avanços tecnológicos que estimularam o crescimento da Medicina à distância, usada, por exemplo, para repassar laudos de exames e radiografias de vários lugares. No Brasil a telemedicina surgiu como disciplina de informática médica na faculdade de Medicina da USP e somente em 1990 tiveram início as primeiras experiências da Telemedicina no país. Em 1994 a Telecardio realizou as primeiras transmissões de eletrocardiogramas à distância, primeiro via fax e depois com o desenvolvimento da internet, por computadores. Essa tecnologia impulsionou ainda mais os investimentos e, consequentemente, o crescimento da assistência remota em saúde. Hoje, por meio da telerradiologia é possível, disponibilizar exames com imagens de alta definição e laudos confiáveis, para médicos e pacientes, independente da localidade que estejam, a qualquer hora do dia. Baseada em três pilares, a teleassistência, a tele-educação e a emissão de laudos à distância, a telemedicina viabiliza a comunicação na área da saúde com eficiência e agilidade. A especialidade ficou ainda mais conhecida, depois da pandemia do coronavírus que obrigou as autoridades a instituir o distanciamento social. Para segurança de equipes médicas e sem deixar de prestar atendimento, clínicas, hospitais e demais setores passaram a intensificar os atendimentos via telemedicina. Quais são as vantagens da telemedicina? A principal vantagem da telemedicina é proporcionar assistência médica de forma acessível e efetiva sem a necessidade de atendimento presencial. Além disso, a tecnologia utilizada melhora o atendimento primário, ou seja, o primeiro atendimento recebido para a avaliação do quadro do paciente. Essa prática também beneficia os profissionais do setor da saúde. Afinal, a telemedicina permite que médicos peçam opiniões para outros especialistas, independentemente da distância entre eles. Isso ajuda a construir diagnósticos mais assertivos, construindo uma rede de colaboração mútua. Nesse sentido, a telemedicina pode aumentar a qualidade geral do atendimento ao paciente. A internet dá espaço para que profissionais da saúde sejam mais atenciosos, e para que as pessoas se sintam mais confortáveis para se abrir de forma sincera. Sendo assim, tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes são beneficiados pela telemedicina. Como a telemedicina funciona? Em resumo, a telemedicina trabalha com três frentes, sendo elas: Educação: aqui, o objetivo é atualizar os profissionais da área de saúde, inclusive os que estão afastados do mercado de trabalho. Nesse caso, são utilizados recursos digitais como palestras, videoconferências e cursos online, por exemplo. Consultas: nesse tópico entram os casos em que o médico pede por uma segunda opinião sobre exames, diagnósticos ou até mesmo procedimentos. Assistência: às vezes, o atendimento presencial se torna necessário. Sendo assim, a telemedicina possibilita que os profissionais presenciais e remotos troquem informações para acompanhar o caso, mesmo que a distância. Como atender via telemedicina?O que é necessário para antender via telemedicina? Regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina pode ser realizada por meio de plataformas digitais que assegurem a privacidade dos pacientes. A clínica ou consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação de segurança NGS-2 pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e CFM. Também serão necessários, certificado digital; computador com microfone; webcam; acesso à internet com alta velocidade. Além disso, é necessário: 1 – Aderir a uma plataforma de áudio e vídeo, que seja compatível com a HIPAA, sigla inglesa que significa lei de portabilidade e responsabilidade de convênio médico, criada para proteger informações de saúde do paciente e registros médicos. 2 – De acordo com as regras do CRM a telemedicina somente poderá ser exercida pelo médico dentro da jurisdição do seu Conselho. Por exemplo, se o profissional estiver em São Paulo, somente poderá atender pacientes do Estado. 3 – A telemedicina somente será liberada se o médico usar assinatura digital. Para tanto precisa adquirir. Para isso, é necessário adquirir um Certificado Digital Pessoa Física e-CPF junto à Receita Federal e estar de acordo com as certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM. 4 – O paciente precisa assinar um termo consentindo o atendimento remoto. Isso pode ser feito diretamente por vídeo, onde o paciente será informado pelo médico sobre data, horário, que a consulta será virtual. Esse depoimento deve conter nome completo do paciente e um documento pessoal. O médico pode ainda recorrer ao site do CFM, que possui sistema de aceite do consentimento para isso. 5 – Necessariamente o atendimento não precisa ser gravado, mas, para segurança de todos, a SBIS recomenda que o médico armazene as gravações. Tipos de telemedicina Ferramenta importante da telessaúde, a telemedicina adota importantes tecnologias de comunicação para disponibilizar diversos serviços na área de saúde à distância. A cada dia mais empresas, clínicas e profissionais aderem ao sistema que oferece uma forma simples, ágil e segura de gerenciar pacientes e exames. São vários os tipos de telemedicina, como telemonitoramento; teleconsulta; telefarmacologia; telediagnóstico; telerradiologia entre outros. Teleconsulta Por esse sistema o médico realiza consultas ao vivo e interativas, que atendem pacientes, geralmente que não podem se locomover até à clínica ou estão muito distantes dos locais de atendimento. A conexão é realizada por meio de equipamentos próprios em um local adequado. O paciente também deverá estar conectado pelo computador ou celular. Durante a consulta o médico pode solicitar e analisar exames, emitir receita, orientar tratamentos e ainda solicitar a opinião de outros especialistas, se necessário. Teleassistência Por meio da teleassistência os pacientes podem ser monitorados remotamente por um ou mais profissionais de saúde. O serviço, que surgiu na década de 80 nos Estados Unidos, tem como objetivo reduzir o tempo de internação, mantendo a autonomia dos idosos em casa, por exemplo. Trata-se de uma tecnologia operada por meio de um sistema responsivo de emergência pessoal (PERS), que em inglês significa personal emergency response system’. No caso dos idosos, geralmente o equipamento funciona por meio de um console instalado em casa e conectado à linha telefônica. O sistema é ligado a uma central 24 horas e pode ser acionado via botão de emergência que pode ser um pingente ou pulseira. Conhecido como Vodafone fixo, o serviço pode incluir ligações para familiares, remoção, emergência, plano de saúde, entre outros benefícios. Além de idosos, crianças, gestantes, adolescentes e pós-operados também podem usar a teleassistência. Telelaudos Aqui o profissional de saúde consegue emitir remotamente os laudos médicos, sem que o paciente tenha que ir à clínica, ou o especialista precise se locomover. Isso é possível graças às plataformas de telemedicina, como a Conexa Saúde, que oferece uma gama de serviços remotos. Os telelaudos reúnem exames, diagnóstico e informações como a conduta médica adotada na realização do exame, os achados e as conclusões finais. O telelaudo agiliza as informações e deve conter assinatura digital do médico responsável. Além disso, contribui na redução de custos por exames e facilita o armazenamento dos laudos do paciente, em arquivos Dicom, jpg, pdf ou outros formatos. Isso facilita a interpretação e a liberação dos resultados pelo médico. Outros Com a evolução tecnológica e ampliação dos serviços ofertados pela telemedicina outros tipos de atendimento vem ganhando espaço nas plataformas especializadas como: – Teleorientação, que é destinada apenas a solução de dúvidas, indicações, recomendações e orientais médicas aos pacientes; – Teleinterconsulta, onde os médicos, por meio remoto, podem usar informações de outros especialistas; – Telepresença pode favorecer a participação de vários especialistas ao mesmo tempo. É mais indicado para reuniões, troca de dados e de opiniões; – Telecirurgias são as realizadas por meio de robôs; – Tele-educação em saúde é direcionada para aprimoramento profissional, treinamentos ou cursos feitos à distância; – Monitoramento remoto, permite que o próprio paciente monitore suas condições e seja acompanhado remotamente. É indicado para pessoas com doenças crônicas e, a longo prazo, reduz os custos para médicos e pacientes. – Atendimento híbrido em telessaúde utiliza várias tecnologias, recursos e canais de comunicação. Desta forma o médico viabiliza diversos serviços como consultas interativas e avaliação dos exames recebidos, além de promover maior interatividade com o paciente. Regulação da telemedicina no Brasil A primeira medida rumo a legalização e normatização da telemedicina no Brasil aconteceu com a resolução de número 1.642 de agosto de 2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM). O documento previa algumas regras para quem buscasse essa atividade, seja para assistência ou educação continuada a distância. Essa legislação permitia apenas atendimento e emissão de laudos à distância em casos de emergência. Porém diante da crise de saúde instaurada em 2020 com a chegada da pandemia do coronavírus o CFM solicitou ao Ministério da Saúde, por meio do ofício de número 1.756, que liberasse também a prática de teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. Em seguida o Ministério publicou a portaria de número 467, assegurando maior abrangência dos serviços remotos. Assim a telemedicina foi reconhecida para consultas, atendimento pré-clínico, suporte assistencial, diagnóstico e monitoramento. A liberação definitiva veio com a lei 13.989 de abril de 2020, definindo telemedicina como “o exercício da Medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”. O que é permitido na telemedicina? A telemedicina veio para aproximar ainda mais médicos e pacientes, oferecendo um atendimento diferenciado e à distância para aquelas pessoas que não podem ir ao consultório. O serviço foi ampliado, em especial, diante do distanciamento social imposto devido à pandemia do coronavírus. Realizada por meio de avançados equipamentos de comunicação, a telemedicina viabiliza consultas médicas, monitoramento de pacientes, troca de informações profissionais e médicas sobre determinado caso, verificação de resultados de exames, entre outros serviços. As normas éticas da Associação Médica Mundial orientam que, por meio da telemedicina, possam ser promovidos programas permanentes de formação e avaliação das técnicas de Medicina à distância, verificando sempre o custo-benefício e os benefícios aos pacientes. O órgão pede ainda que os médicos fomentem a criação de protocolos de padronização; que discutam e incluam problemas médicos e legais nos programas de teleassistência e que normatizam o funcionamento das teleconsultas bem como as questões ligadas ao comércio e exploração do sistema. Quem pode fazer telemedicina? A telemedicina está liberada apenas para profissionais da área de saúde devidamente credenciados nos órgãos competentes, que possuam assinatura digital e que tirem o e-CPF junto à Receita Federal. Além disso, é preciso ter um prontuário eletrônico que atenda as especificações técnicas das certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM. Os equipamentos médicos e computadores ligados ao novo sistema e interligados a uma plataforma própria para realização dos serviços em telemedicina. Quando usar a telemedicina? Geralmente a telemedicina é mais usada quando o paciente não tem a necessidade de contato físico com o médico, em casos de emergências ou quando o paciente está distante ou impossibilitado de comparecer ao consultório. Durante a pandemia, a telemedicina foi o recurso mais usado por idosos e pessoas com doenças crônicas. Na teleconsulta o médico pode também prescrever receitas, verificar exames e discutir abordagens de tratamento. Pessoas em isolamento ou suspeitas de covid-19 também podem fazer uso da telemedicina. Quais os principais desafios da telemedicina? Ainda em defasagem, se comparada ao uso em outros países, a telemedicina no Brasil avançou, mas tem alguns desafios a serem superados. O maior deles é a gestão da mudança, onde pacientes e profissionais da saúde precisam aprender maneiras ainda mais inovadoras de oferecer atendimento médico. A seguir enumeramos algumas etapas que precisam ser superadas para que o serviço possa se desenvolver ainda mais. – Superar o medo de que o virtual substitui o presencial. Dificilmente isso acontecerá. Isso porque, mesmo diante da segurança e praticidade oferecida pela telemedicina, muitos casos somente podem ser atendidos presencialmente. Médicos e pacientes devem se conscientizar de que a telemedicina qualifica a assistência e não elimina o atendimento presencial. – Segurança na proteção dos dados dos pacientes. O sigilo da informação está protegido em lei e deve ser priorizado pelo médico. Toda a equipe envolvida com a telemedicina deve estar ciente e ser treinada de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, são exigidos investimentos em tecnologias e sistemas que ampliem a segurança dos atendimentos à distância. – A dificuldade de acesso é outro desafio importante a ser superado. Porém a realidade brasileira, ainda deixa sem acesso a essa tecnologia, milhões de pessoas. Uma solução seria a criação de pontos de atendimento em lugares remotos, permitindo o acesso das pessoas, mesmo em lugares muito simples e distantes dos grandes centros urbanos. O consultório virtual da plataforma SUS é um exemplo de acessibilidade do serviço. De maio a dezembro de 2020 o serviço viabilizou 25 mil atendimentos. Número considerado muito abaixo da média das operadoras privadas de telemedicina, que no período viabilizaram 5 milhões de atendimentos. Como está a telemedicina no Brasil? Mesmo diante de tantos desafios a serem superados, a telemedicina tem se destacado no Brasil como importante ferramenta de assistência à saúde para hospitais, consultórios, clínicas e demais estabelecimentos ligados ao setor. Em algumas unidades como no Hospital Israelita Albert Einstein, a telemedicina já vem sendo usada desde 2019, quando 330 mil pessoas utilizavam o serviço. Hoje são mais de 2 milhões de usuários, nas mais diversas especialidades. Em 2021 mais de 70% das instituições médicas oferecem a telemedicina, como importante ferramenta no cuidado com o paciente. Considerada por especialistas do setor como um caminho sem volta, a telemedicina se consolida na área da saúde como importante avanço tecnológico que tem muito a ser explorado. Um exemplo a ser observado, é a procura por telemedicina nos planos de saúde como uma maneira de obter pré-atendimento em situações de urgência, emergência e até mesmo para consultas com diferentes especialistas São infinitas as possibilidades de atuação, mas é importante escolher boas ferramentas para o atendimento. Mesmo colocando em risco a segurança, o armazenamento de dados ou a produtividade, muitos hospitais e clínicas ainda preferem plataformas de vídeo tradicionais e gratuitas como Zoom, Skype, WhatsApp ou Google Meet. Quantos atendimentos por telemedicina foram realizados em 2020? Com a legalização da telemedicina o serviço está em ascensão. Entre 2020 e 2021 52,2 mil médicos realizaram mais de 7,7 milhões de atendimentos, segundo levantamento realizado pela Saúde Digital Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital. Quase 90% foram primeiras consultas, evitando com isso, sobrecarregar o sistema de atendimento presencial em clínicas e hospitais, agilizando também a solicitação de exames. O índice de solução dos atendimentos ficou em 91%, evitando que estes pacientes procurassem um pronto-socorro, por exemplo. Foram mais de 75 mil vidas salvas pela telemedicina. Quanto à faixa etária dos pacientes, 84% tinham entre 16 e 65 anos; 8%, 65 anos ou mais e 7% eram menores de 16 anos. O papel da telemedicina em clínicas e hospitais A telemedicina é uma ferramenta que possui um ótimo custo-benefício. Afinal, com poucos recursos se torna possível atender vários pacientes. Agora, vamos contar para você as principais vantagens dos atendimentos remotos. Praticidade Apesar de essencial, ir a um consultório médico pode não ser muito prático. Afinal, além do deslocamento e suas possíveis dificuldades, também podem ocorrer atrasos no atendimento. Por isso, a telemedicina evita transtornos com deslocamento e não possui a tensão em um ambiente hospitalar. Nesse sentido, o atendimento online se torna uma opção muito confortável e eficiente. Redução de custos O atendimento presencial de um paciente em um consultório ou hospital gera diversos gastos, independente do motivo da consulta. Além disso, os estabelecimentos possuem despesas fixas, como manutenção da clínica, compra de materiais de atendimento, salários dos profissionais, entre outros. Sendo assim, a telemedicina é uma alternativa acessível que permite o atendimento de pessoas de diversos lugares. Afinal, um computador ou smartphone com acesso à internet é tudo que precisa realizar a consulta. Otimização do tempo Com a telemedicina, os profissionais de saúde conseguem otimizar seus atendimentos e, assim, atender mais pessoas. Isso acontece porque a tecnologia agiliza processos que acabavam tomando mais tempo em atendimentos presenciais. Sendo assim, a telemedicina permite que o profissional otimize sua agenda de consultas. Dessa forma, além de ajudar mais pessoas, os profissionais também podem aumentar o seu número de atendimentos. Maior segurança Como as clínicas e consultórios passam a armazenar as informações de consultas digitalmente, os dados ficam muito mais seguros e organizados. Além disso, tanto paciente como profissional podem gravar o atendimento. Dessa forma, a consulta fica disponível para ser acessada sempre que precisar, para confirmar uma informação, por exemplo. Atualmente, existem diversas formas de garantir a segurança do que está armazenado online, protegendo a privacidade do paciente. Acesso a uma segunda opinião Caso seja necessário, a telemedicina permite que médicos possam discutir de forma segura questões sobre os diagnósticos com outros profissionais. Dessa forma, diferentes especialistas podem trocar informações em tempo real, e assim fechar um diagnóstico mais concreto para o paciente. Além disso, o tratamento também pode ser acompanhado por diferentes especialistas, aumentando as chances de sucesso dos procedimentos. Quais os benefícios que a telemedicina traz para as empresas? Atualmente, muitas empresas já entenderam a importância do bem-estar dos colaboradores, e como isso afeta diretamente na produtividade. Afinal, isso otimiza os investimentos e cria uma cultura de valorização do capital humano da empresa. E é aí que entra a telemedicina. Quando a empresa oferece aos colaboradores um acesso prático à saúde, ela otimiza os investimentos e cria uma cultura de valorização do capital humano da empresa. Confira a seguir mais exemplos de vantagens para a empresa: Otimização de gastos com a saúde dos colaboradores; Redução de faltas por problemas de saúde, incentivando um acompanhamento preventivo com um atendimento médico integrado; Incentiva o engajamento do funcionário, que passa a entender que o seu bem-estar é uma prioridade da empresa. A telemedicina é confiável? Sim! Afinal, além de todos os profissionais que fazem os atendimentos são treinados e capacitados para oferecer o melhor atendimento possível. Além disso, o Conselho Federal de Medicina possui diretrizes para definir como a telemedicina deve funcionar. Sendo assim, uma das principais regras é o sigilo entre médicos e pacientes. Nesse sentido, as empresas devem seguir algumas normas que garantem ao paciente o direito de privacidade dos seus dados. Na verdade, antes de realizar qualquer consulta por uma segunda opinião sobre um caso, os médicos devem conferir se o paciente consente esse compartilhamento. Da mesma forma, imagens, diagnósticos e informações devem ser armazenados de forma segura, utilizando tecnologias confiáveis. A inteligência artificial, por exemplo, tem sido muito explorada em pesquisas. Com ela, é possível utilizar o cruzamento de exames e laudos para criar um diagnóstico muito mais certeiro. Quais as desvantagens da telemedicina? Mesmo diante das inúmeras vantagens que a telemedicina apresenta alguns pontos ainda precisam ser melhorados como treinar melhor as equipes envolvidas com o serviço; aumentar os índices de continuidade do atendimento. Deve ainda melhorar os problemas de licenciamento de provedores de treinamento, por exemplo; reduzir os atrasos nos atendimentos e as restrições e falhas tecnológicas. Qual a melhor plataforma de telemedicina do Brasil? Com os avanços tecnológicos e a diversidade em serviços oferecidos, escolher o melhor sistema de telemedicina não é tarefa fácil. É preciso inovar garantindo a qualidade e a continuidade dos atendimentos, com agilidade e segurança. Para isso é preciso alguns cuidados: 1 – Verificar sempre a mobilidade e velocidade da plataforma. É preciso ter agilidade no atendimento, no diagnóstico, na verificação dos exames, especialmente nos casos emergenciais. 2 – Analise a qualidade da tecnologia oferecida e sua capacidade de integrar com outras plataformas e nos processamentos e nos cruzamentos dos dados. 3 – A segurança deve ser priorizada. Documentos compartilhados entre médicos e pacientes ou videochamadas devem ser protegidos por sistemas como a criptografia. A segurança dos dados do paciente é assegurada pelo CFM e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Outro fator importante nesse processo de escolha são os modelos de gestão e tecnologias embarcadas nos equipamentos. Preocupação compartilhada pela Conexa Saúde que está entre as dez melhores empresas de tecnologia do segmento de saúde e de telemedicina do mercado. Considerada uma das maiores plataformas independentes de cuidado integrado da América Latina, por meio da telemedicina conecta pacientes, médicos, hospitais, clínicas e laboratórios de forma segura e ágil. Por meio da plataforma móbile friendly as consultas online são viabilizadas de qualquer parte do Brasil. Conclusão Com base em tudo o que já falamos, concluímos que a telemedicina é uma importante ferramenta tecnológica em prol da saúde. Por meio dos avanços e aprimoramentos técnicos, médicos, clínicas, hospitais entre outras instituições da área podem ter acesso a informações do paciente de forma integrada, ágil e segura. Por outro lado o paciente tem a agilidade e a proximidade com seu médico, mesmo que esteja distante ou impossibilitado de sair de casa. Aplicativos médicos, sistemas voltados ao atendimento ou ao aprimoramento profissional, troca de experiências e de informações, são alguns dos serviços possíveis de serem executados remotamente. Tudo de forma ainda mais simples e segura, executada por empresas especializadas como a Conexa Saúde, que oferece tecnologia avançada em várias áreas de atendimento. Vale a pena conferir!

  • Subvenção - STJ afasta entendimento de solução de consulta

    STJ AFASTA ENTENDIMENTO DE SOLUÇÃO DE CONSULTA SOBRE NECESSIDADE DE COMPROVAR QUE OS INCENTIVOS FISCAIS DE ICMS SÃO SUBVENÇÃO PARA INVESTIMENTO STJ afasta entendimento de solução de consulta sobre necessidade de comprovar que os incentivos fiscais de ICMS são subvenção para investimento, para fins de exclusão da base do IRPJ e CSLL. O processo é EDcl no Recurso Especial nº 1.968.755 – PR. No caso analisado, o contribuinte ajuizou uma ação afirmando que os valores concedidos pelos Estados Federados a título de incentivo fiscal, através de redução da base de cálculo ou redução do imposto a pagar, isenção, para fins de apuração do valor devido a título de ICMS, não pode ser alcançados pelo IRPJ e pela CSLL, pois não constituem renda, lucro ou acréscimo patrimonial. Ao final pediu para deferir o direito de apurar e recolher o IRPJ e a CSLL com base na sistemática do lucro real, sem a inclusão em suas bases de cálculo do valor relativo ao incentivo fiscal de ICMS, especialmente de isenção do imposto. O processo chegou ao STJ, que decidiu que o pedido do contribuinte deveria ser atendido “a fim de proporcionar a aplicação do art. 10, da Lei Complementar n. 160/2017, que classificou tais isenções de ICMS concedidas por legislação estadual publicada até 08.08.2017, mesmo que instituídas em desacordo com o disposto na alínea “g” do inciso XII do § 2º, do art. 155 da Constituição Federal, como subvenções para investimento, as quais podem ser extraídas da base de cálculo do IRPJ e da CSLL nas condições previstas no art. 30, da Lei n. 12.973/2014” Dessa decisão foram opostos embargos de declaração pedindo que o STJ esclareça a correta interpretação a ser dada ao art. 30, da Lei n. 12.973/2014 e às alterações realizadas pela Lei Complementar n. 160/2017, no sentido de que não seja necessário comprovar que os incentivos fiscais de ICMS tenham sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos. E isso porque a Receita Federal entende que a partir da Lei Complementar nº 160, de 2017, os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS, concedidos por estados e Distrito Federal e considerados subvenções para investimento por força do § 4º do art. 30 da Lei nº 12.973, de 2014, poderão deixar de ser computados na determinação do lucro real desde que observados os requisitos e as condições impostos pelo art. 30 da Lei nº 12.973, de 2014, dentre os quais, a necessidade de que tenham sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos. De se salientar que a grande maioria dos incentivos fiscais de ICMS não se destinam à implantação de empreendimentos e, portanto, na maioria dos casos a Receita Federal não aceita a classificação como subvenção para investimento. Ao analisar o tema, o STJ decidiu que “quando a Lei Complementar n. 160/2017 equiparou todos os incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais de ICMS (típicas subvenções de custeio ou recomposições de custos) a subvenções para investimento o fez justamente para afastar a necessidade de se comprovar que o foram estabelecidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos (conceito típico de subvenção de investimento). Não fosse isso, a equiparação legal feita pelo art. 30, §4º, da Lei n. 12.973/2014 (Incluído pela Lei Complementar nº 160, de 2017) seria inócua… decerto, muito embora não se possa exigir a comprovação de que os incentivos o foram estabelecidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, persiste a necessidade de registro em reserva de lucros e limitações correspondentes, consoante o disposto expressamente em lei.” Publicado em tributarionosbastidores.com.br 25/10/2022

  • A importância de uma contabilidade regular para o MEI

    Muito embora o MEI seja o único dispensado da obrigação de se manter uma contabilidade regular, como é de conhecimento de todo profissional da contabilidade, isso não afasta os benefícios daquele que a possui. Muito embora o MEI seja o único dispensado da obrigação de se manter uma contabilidade regular, como é de conhecimento de todo profissional da contabilidade, isso não afasta os benefícios daquele que a possui. Há quem pense ou diga que todos os optantes pelo simples nacional estejam dispensados de manter contabilidade regular, mas, é fato que não é verdade, existe apenas a prerrogativa de se utilizar apenas o livro caixa, benefício dado pela legislação tributária até para os optantes do lucro presumido. E quem é do meio sabe que as empresas não estão sujeitas apenas a legislação tributária, mas esse não é o foco aqui. Vínculo entre o empresário e a empresa É fato notório que, mesmo sendo extremamente necessária a separação devida das duas pessoas existentes (física e jurídica), bem como de seus patrimônios, tanto no âmbito da legislação societária quanto fiscal, não se pode negar que ambas possuem vínculo. Tal vínculo se dá pelo fato de a jurídica pertencer à física. E este vínculo pode trazer alguns problemas, pois em algum momento a receita obtida pela empresa vai se dirigir até à pessoa física. Esta transferência de recursos da PJ (MEI) ao empreendedor (pessoa física) é o cerne da questão. Resumidamente, os recursos que saem do caixa da empresa com destino ao seu proprietário podem ser tratados por este como “isentos” ou “tributados”, do ponto de vista do imposto de renda. Exemplo prático: Imagine uma empresa comercial constituída sob a forma de MEI que possua contabilidade regular, ou seja, existe um profissional devidamente habilitado, contratado por esta, que efetua a escrituração dos fatos contábeis da empresa, gerando periodicamente todos os relatórios e entregando todas as obrigações pertinentes. Tal empresa obteve durante o ano de 2021 o montante de R$ 80.000,00 em receitas, R$ 12.000,00 em despesas, computadas aqui R$ 2.400,00 referentes à honorários contábeis, e, R$ 18.000,00 em custos (aquisições de mercadorias), transferindo ao longo do ano o montante de R$ 50.000,00 ao proprietário. Abaixo será comparado quais os impactos da contabilidade ou a falta dela para o bolso do empreendedor. COM CONTABILIDADE RECEITA = 80.000,00 (-) CUSTOS = 18.000,00 (-) DESPESAS = 12.000,00 LUCRO CONTÁBIL = 50.000,00 RENDIMENTOS DO EMPREENDEDOR: ISENTOS = 50.000,00 TRIBUTÁVEIS = 0,00 IR DEVIDO = 0,00 SEM CONTABILIDADE RECEITA = 80.000,00 (-) CUSTOS = 18.000,00 (-) DESPESAS = 9.600,00 LUCRO CONTÁBIL = 52.400,00 RENDIMENTOS DO EMPREENDEDOR: ISENTOS = 6.400,00 TRIBUTÁVEIS = 46.000,00 IR DEVIDO = 2.716,48 PERDA COM A ESCOLHA = 316,48 Cálculo efetuado pelo simulador de IRPF da RFB Além da perda apontada acima, existem outras questões a serem considerados, como organização da documentação e informações da empresa que não existirá sem o acompanhamento de um profissional. Crédito Outro ponto importantíssimo que não se deve esquecer é o crédito, ferramenta indispensável para a manutenção e o crescimento de qualquer negócio. É fato que empresas que apresentem balanços, DRE, balancetes e declarações de faturamento assinadas por um contador obtêm acesso a crédito com maior facilidade. Oportunidade Aos profissionais da contabilidade é importante destacar uma grande oportunidade, uma vez que, ao que tudo indica, o limite de faturamento anual do MEI será realmente aumentado nos próximos meses, e, por óbvio, muitas microempresas – ME tentem a migrar para esta condição. Isso fará com que esse nicho ganhe cada vez mais relevância e quem conseguir atender esse público terá consideráveis retornos. Fonte: Portal Contábeis Autor: Fernando Olivan - Comunicação Fenacon Publicado em fenacon.org.br 25/10/2022

  • O ES cresce no número de empresas abertas e é destaque nacional

    Espírito Santo cresce 6,7% no número de empresas abertas no 2º quadrimestre de 2022, maior aumento percentual entre os estados brasileiros. O Espírito Santo cresce 6,7% no número de empresas abertas no 2º quadrimestre de 2022, se comparado ao 1º quadrimestre de 2022, e registra o maior aumento percentual entre os estados brasileiros. No período, foram criados 30.080 novos negócios entre Microempreendedores Individuais (MEIs) e pequenas, médias e grandes empresas no estado capixaba. As informações são do Mapa das Empresas, divulgado pelo Ministério da Economia na terça-feira (18). Atrás do Espírito Santo em crescimento no número de empreendimentos abertos, estão: Maranhão (+6,1%), Distrito Federal (+5,1%), Bahia (+4,6%) e Ceará (+4,5%). Outro crescimento significativo foi com relação aos MEIs. “O estado com maior crescimento foi o Maranhão, com 14.819 empresários individuais abertos no 2º quadrimestre de 2022 (+5,1% em relação ao 1º quadrimestre/2022 e 4,0% em relação ao 2º quadrimestre/2021). Além do Maranhão, os estados do Espírito Santo, Bahia, Ceará e o Distrito Federal apresentaram crescimento acima de 2%, se comparado com o 1º quadrimestre de 2022”, informa o relatório do Ministério da Economia. Durante o segundo quadrimestre, o tempo médio para abertura de empresas no Espírito Santo foi de 14 horas. O Estado aparece em 2º lugar entre os que apresentam os menores tempos de abertura de empresas no 2º quadrimestre de 2022. O primeiro é o Sergipe, com 10 horas. A média nacional é de 23 horas, sendo 14 horas para a análise de viabilidade e 9 horas para o registro. “Em setembro, no Espírito Santo, o tempo médio foi de 13 horas. Porém, este dado só entrará na análise do último quadrimestre”, explicou o presidente da Junta Comercial do Espírito Santo, Victor Bolelli. O Mapa das Empresas aponta que existem no Espírito Santo 455.785 empresas ativas. Desse total, 85.607 foram abertas nos últimos 12 meses. Somente no 2º quadrimestre deste ano, foram abertas 30.080 empresas e fechadas 13.733, o que gera um saldo positivo de 16.347 negócios. Autor: Amanda Amaral Publicado em esbrasil.com.br 18/10/2022

  • Simples e MEI: empresários e parlamentares farão ato por aumento do teto

    Empresários e parlamentares federais farão um ato dia 8 de novembro em Brasília, duas semanas após a eleição, para defender a aprovação do projeto de lei que aumenta o teto de faturamento para enquadramento nos regimes tributários do Microempreendedor Individual (MEI) e das micro e pequenas empresas do Simples Nacional. A atualização do teto de faturamento do Simples e do MEI está defasada desde 2016, ainda no governo Michel Temer (MDB). A proposta já foi aprovada pelo Senado Federal e por duas comissões da Câmara, mas falta a votação dos deputados em plenário. A Receita Federal se posicionou contra, dizendo que a renúncia de receita superará R$ 66 bilhões por ano. Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) afirmou que a intenção é votar no plenário da Câmara o regime de urgência para o projeto logo após o segundo turno das eleições e, na semana seguinte, promover uma grande mobilização em Brasília com empresários e as frentes parlamentares do setor produtivo. Segundo Bertaiolli, é preciso aprovar o projeto até dezembro para que os novos limites de faturamento tenham validade em 2023. “Queremos um grande ato com todos os setores para que a gente possa ir unido ao plenário para aprovar o projeto. Precisamos fazer uma grande mobilização para que o governo seja convencido da necessidade de aprovação”, afirmou Bertaiolli. O projeto aumenta o teto de faturamento para uma empresa ou microempreendedor continuar a aproveitar desses regimes tributários favorecidos. Os novos limites seriam: MEI: aumenta de R$ 81 mil por ano para R$ 144 mil; Microempresas: de R$ 360 mil por ano para R$ 869 mil; Empresas de pequeno porte: de R$ 4,8 milhões para R$ 8,7 milhões. Além disso, o texto autoriza o MEI a contratar dois funcionários, desde que recebam no máximo um salário mínimo, e cria uma regra de correção anual dos valores pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O projeto foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara em junho deste ano, com o governo se manifestando contra a aprovação. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a aprovação ocorreu já no início da campanha eleitoral, no fim do mês de agosto, em votação simbólica. O governo não manifestou se era contra ou a favor do projeto, mas novamente permitiu que a votação ocorresse sem registro individual de voto e sem atuar de maneira mais firme para tirar o projeto de votação. Relator na CCJ e indicado agora para negociar o projeto no plenário, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que a proposta é muito importante para o país. “Tem apoio do governo, sim. Já fiz um acordo com o [ministro da Economia] Paulo Guedes de que aprovamos depois do segundo turno”, afirmou. No entanto, Matos não explicou por que o projeto só será aprovado após a eleição se o governo de fato está apoiando. Autor: Fernando Olivan - Comunicação Fenacon Publicado em fenacon.org.br 19/10/2022

  • Imposto de Renda e Contribuição Social não incidem sobre incentivos fiscais

    O STJ decidiu que os créditos presumidos de ICMS não são tributáveis pelo IRPJ e pela CSLL e que essa conclusão independe da qualificação das cifras como subvenções para custeio ou para investimento Os Estados, com o objetivo de erradicar a pobreza e combater as desigualdades regionais, adotam variadas iniciativas, como a possibilidade de concederem créditos presumidos, isenções, reduções de base de cálculo, realizarem anistias e remissões relativamente a impostos. Especialmente por meio do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), os Estados adotam esses procedimentos visando atrair o desenvolvimento de suas respetivas regiões. A busca por tais benefícios torna-se ainda mais vantajosa considerando que tais benesses fiscais relacionadas ao ICMS, por representarem dispensa de recolhimento do tributo estadual, impactam positivamente na apuração do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da empresa. A Lei complementar nº 160/2017 preceitua que os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS são considerados subvenções para investimento, dispensando o atendimento de outros critérios além daqueles atinentes ao registro e à utilização dos valores. Determinou-se, inclusive, que esse tratamento jurídico seria aplicável aos processos administrativos e judiciais em curso. A autoridade fazendária, instada a se manifestar, concluiu que os incentivos e os benefícios fiscais ou financeiros-fiscais relativos ao ICMS concedidos por Estados e Distrito Federal e considerados subvenções para investimento poderão deixar de ser computados na determinação do lucro real desde que observados os requisitos e as condições impostas pela lei, como a necessidade de que tenham sido concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos. Nessa linha, o STJ decidiu que os créditos presumidos de ICMS não são tributáveis pelo IRPJ e pela CSLL e que essa conclusão independe da qualificação das cifras como subvenções para custeio ou para investimento. Portanto, pode-se concluir que quaisquer incentivos de ICMS concedidos sob a forma de crédito presumido não são tributáveis. Os demais incentivos que não sejam concedidos sob a forma de crédito presumido devem observar as regras da LC nº 160/2017 e serão considerados subvenções para investimento, demandando apenas a devida escrituração em conta de reserva de lucros, podendo ser utilizada para a absorção de prejuízos (após o exaurimento das Reservas de Lucros) ou para o aumento do capital social, sendo vedado o seu cômputo na base de cálculo de dividendos obrigatórios e a sua redução em favor dos sócios. Por fim, está claro que os incentivos e benefícios fiscais ou financeiros-fiscais de ICMS, concedidos como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos, desde que esses valores sejam mantidos em conta de reserva no Patrimônio Líquido, são subvenções para investimento e sobre eles não incidirão, por consequência, IRPJ e CSLL. Autor: Paulo Cesar Caetano Advogado tributarista, sócio do escritório Caetano & Caetano Advogados Associados Publicado em AGazeta 27/09/2022

  • Operações com Software - Tributação

    A SEFAZ-ES publicou hoje (no DO-ES de 26-09-2022) o Parecer Normativo 0002/2022, disciplinando a TRIBUTAÇÃO DE SOFTWARE. Assegura a tributação do ISSQN, conforme subitem 1.05 da lista de serviços anexa à Lei Complementar 116/2003, confirmando a não incidência do ICMS. Esclarece ainda o julgamento do STF, onde os ministros entenderam que o software padronizado, em qualquer de suas formas de disponibilização, inclusive física, não poderia ser tributado pelo ICMS. Muito importante a contribuição presencial e com material técnico do diretor jurídico da ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, Dr. Manoel Antonio dos Santos, com apoio de seu presidente Paulo Milliet Roque, junto ao GTFaz – Grupo de Trabalho da Secretaria de Estado da Fazenda. Representa uma excelente contribuição na segurança jurídica e ambiente de negócios no setor de TI no Espírito Santo. Leia o parecer normativo na íntegra: Fonte: DOES 26/09/2022

  • Vendas via PIX são contabilizadas no limite de faturamento do Simples Nacional

    Para a Receita Federal, PIX é uma modalidade de pagamento à vista análoga ao dinheiro em espécie. Vendas pagas com PIX estão inclusas no faturamento para efeito dos limites do Simples. Vendas de empresas via PIX são análogas às operações pagas pelos clientes à vista, em dinheiro vivo, quando há transferência imediata do valor da mercadoria. E, segundo a Secretaria da Receita Federal, são consideradas no faturamento das empresas para fins de enquadramento no Simples Nacional. Implementado pelo Banco Central, o PIX é um sistema de transferências em tempo real e 24 horas por dia, que também vem sendo utilizado por empresas como uma forma de pagamento de produtos e serviços. "O PIX é análogo ao dinheiro em espécie. As vendas pagas com PIX estão inclusas no faturamento para efeito dos limites do Simples Nacional", declarou a Secretaria da Receita Federal ao ser questionada pelo g1. As vendas por meio de transferências eletrônicas, entretanto, são mais fáceis de serem fiscalizadas pela Receita Federal. Porque, ao contrário do dinheiro em espécie, deixam rastro no sistema de pagamentos. Questionada pelo g1, a Receita Federal informou que não estão sendo notificadas empresas do Simples com base nas movimentações financeiras do PIX, assim como também não foram lavrados autos de infração. As fiscalizações do Simples, porém, também são realizadas pelas receitas estaduais e municipais, pois a arrecadação é compartilhada. Limites do Simples O Simples Nacional é o regime simplificado de tributação destinado a microempresas e empresas de pequeno porte. Microempreendedor individual: limite de R$ 81 mil por ano e, para transportador autônomo de cargas, de R$ 251.600,00 por ano. No caso das microempresas, o limite de faturamento anual é de até R$ 360 mil. Para as empresas de pequeno porte, o valor é R$ 4,8 milhões. Em janeiro deste ano, o governo editou medidas para regularizar dívidas de microempreendedores individuais (MEIs) e de pequenas empresas optantes do programa. Fisco e as movimentações financeiras Em 2020, assim que o PIX foi implementado, a Receita Federal informou que acompanharia de perto as movimentações financeiras efetuadas pelos brasileiros e pelas empresas por meio do novo sistema instantâneo de pagamentos. "As informações sobre movimentação financeira dos contribuintes permanecem sendo importantes para identificar irregularidades e dar efetividade ao cumprimento das leis tributárias", informou o órgão ao g1 naquele momento. De acordo com a Receita, a prestação de dados financeiros pelos bancos assegura os "elementos mínimos necessários para garantir os meios para que a Administração Tributária consiga ser efetiva no cumprimento de sua missão". E acrescentou: "Portanto os valores globais de movimentação financeira e saldos continuam sendo declarados [pelas instituições financeiras ao Fisco] da mesma forma, sem diferenciar se são oriundos do PIX ou de TED, por exemplo". O órgão lembra que os bancos informam transferências bancárias de contribuintes por meio da "e-Financeira". "Apenas os valores globais a débito e crédito consolidados mensalmente por conta e por contribuinte", explicou a Receita, em 2020. Na avaliação do órgão, os dados da e-Financeira "são uma base importante de dados para a Receita Federal e têm ganhado uma importância crescente no mundo todo em razão da necessidade de transparência, conformidade e combate a ilícitos". Fonte: G1 (https://g1.globo.com/economia/pme/noticia/2022/09/15/vendas-via-pix-sao-contabilizadas-no-limite-de-faturamento-do-simples-nacional-entenda.ghtml)

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