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Drex, a criptomoeda oficial do Brasil

Atualizado: 9 de ago. de 2023

Com ambiente seguro e regulado para negócios, a moeda digital vai facilitar a vida dos brasileiros, diz o Banco Central

Moeda virtual que equivalerá ao dinheiro em circulação, o real digital se chamará Drex, confirmou ontem o Banco Central (BC). O nome foi confirmado pelo economista do BC Fabio Araujo, coordenador da iniciativa, em live semanal da autoridade monetária no YouTube.


O Drex, informou o BC, facilitará a vida dos brasileiros. "A solução, anteriormente referida por Real Digital, propiciará um ambiente seguro e regulado para a geração de novos negócios e o acesso mais democrático aos benefícios da digitalização da economia a cidadãos e empreendedores", destacou o órgão.


Segundo o BC, cada letra do real digital equivale a uma característica da ferramenta. O "D" representa a palavra digital; o "R" representa o real; o "E" representa a palavra eletrônica; e o "X" passa a ideia de modernidade e de conexão, além de repetir a última letra do Pix, sistema de transferência instantânea criado em 2020.


Diferentemente das criptomoedas, cuja cotação é atrelada à demanda e à oferta e tem bastante volatilidade, o Drex terá o mesmo valor do real. Cada R$ 1 valerá 1 Drex, com a moeda digital sendo garantida pelo Banco Central, enquanto as criptomoedas não têm garantia de nenhuma autoridade monetária.


Moeda de atacado, não de varejo, o Drex não será acessado diretamente pelos correntistas, mas por meio de carteiras virtuais atreladas a uma instituição de pagamento, como bancos e correspondentes bancários. O cliente depositará nessas carteiras o correspondente em reais e poderá fazer transações com a versão digital da moeda.


Na prática, o Drex funcionará como um primo do Pix, mas com diferentes finalidades e escalas de valores. Enquanto o Pix obedece a limites de segurança e é usado, na maior parte das vezes, para transações comerciais, o Drex poderá ser usado para comprar imóveis, veículos e até títulos públicos.


Em testes desde o inicio do ano, o real digital deve estar disponível para a população só no fim de 2024. Em março, o BC escolheu a plataforma a ser usada nas transações.


Nos últimos meses, a autoridade monetária habilitou 16 consórcios para desenvolverem ferramentas e instrumentos financeiros que serão testados no novo sistema.



Fonte: Jornal A TRIBUNA, Vitória-ES, Terça-feira, 08 de Agosto de 2023.

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